Haddad minimiza dificuldades com Congresso e lembra cenário de 2022


O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) minimizou neste domingo (25) as dificuldades de articulação com o Congresso Nacional no próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ao comentar os desafios para o novo governo, Haddad afirmou que as avaliações sobre a relação com o Legislativo também foram feitas após a eleição de 2022.

“Falaram o mesmo do Congresso passado. E nós aprovamos todas as medidas necessárias”, disse o ministro a jornalistas, ao ser questionado sobre a composição do Legislativo e os obstáculos para a governabilidade.

Haddad também defendeu que o governo reeleito amplie o diálogo com a sociedade. Segundo ele, a mobilização popular registrada nos últimos 15 dias demonstra uma nova realidade política à qual o Executivo precisará se adaptar.

“Quem assistiu ao que aconteceu nos últimos 15 dias no Brasil não pode ter ficado conformado com a maneira como a população reagiu. Todo mundo saiu do conformismo, todo mundo saiu da passividade”, afirmou.

Para o ministro, o resultado da eleição exige que o governo converse mais e discuta suas decisões com a população. Ele também associou a vitória de Lula à defesa da soberania nacional e da democracia.

Na avaliação de Haddad, o presidente foi escolhido pela experiência em um cenário internacional delicado. O ministro citou a necessidade de manter o crescimento econômico, o desemprego baixo e a inflação controlada.

“Não tem paralelo o que aconteceu no Brasil”, disse, ao mencionar o contexto político das Américas. Haddad afirmou ainda que Lula conseguiu garantir a soberania popular e a soberania nacional.

“O Brasil não tem tamanho para ser quintal de ninguém. E esse recado o povo também deu”, declarou.

Futuro político

Cotado nos bastidores para assumir a Casa Civil no próximo mandato, Haddad evitou antecipar qual será seu papel no governo a partir de 2027. O ministro não respondeu diretamente se ocupará um novo cargo ou se ficará responsável pela articulação política do Executivo.

Durante a entrevista, Haddad também defendeu a condução da política fiscal no atual mandato. Segundo ele, o governo buscou reequilibrar as contas públicas sem penalizar a população mais pobre, preservando investimentos em áreas como saúde e educação.

O ministro criticou propostas de Flávio Bolsonaro (PL) de ajuste fiscal que, segundo ele, não detalham de onde virão os cortes de despesas. Haddad afirmou que o governo Lula procura conciliar responsabilidade fiscal com a manutenção da rede de proteção social.



Fonte: CNN Brasil

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