O Amapá busca consolidar um novo ciclo de investimentos na mineração, com a retomada de operações de ouro e minério de ferro e a atração de capital privado para projetos que estavam paralisados no Estado.
A estratégia inclui a reativação da antiga mina Tucano, hoje operada pela Amapá Minerals, e negociações para a retomada de outros ativos minerais em municípios como Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio.
Segundo Wandenberg Pitaluga Filho, Secretário de Desenvolvimento Econômico do Amapá, o governo estadual tem trabalhado para aproximar investidores e estruturar novas operações a partir de uma interlocução mais profissional com o mercado financeiro.
“Mineração é um tema que eu tenho conduzido aqui, olhando para a área de negócios. A minha interlocução com os fundos de investimento e com os investidores tem sido importante para que a gente possa apresentar o Amapá e, mais do que isso, entender as intenções dos investidores”, afirmou.
Um dos principais movimentos está relacionado à antiga mina Tucano, em Pedra Branca do Amapari. A operação, que ficou paralisada por anos, foi assumida pela Amapá Minerals e voltou a ser estruturada para a retomada da produção de ouro.
Em janeiro, o governo estadual informou que a empresa já contava com mais de 700 empregos diretos e projetava chegar a cerca de 1.100 postos de trabalho com a expansão das atividades.
A companhia também avançou na captação de recursos no mercado canadense. Em julho, a Amapá Minerals anunciou uma oferta pública inicial de ações na Bolsa de Toronto, com previsão de levantar US$ 140 milhões.
De acordo com o secretário, além da captação no mercado internacional, a empresa já teria realizado investimentos de cerca de R$ 400 milhões no estado e prepara novos aportes para ampliar a exploração mineral.
“Ela já está com praticamente 1.100 colaboradores contratados, acabou de levantar capital agora na Bolsa de Vancouver, levantou US$ 100 milhões. Eles estão fazendo um novo aporte, mais US$ 50 milhões, para que começar a fazer exploração de minas subterrâneas, em adição aos R$ 400 milhões que eles já colocaram no estado”, disse.
A retomada da atividade não está concentrada apenas no ouro. O governo estadual também trabalha para recuperar projetos de minério de ferro e manganês, minerais que historicamente fizeram parte da economia do Amapá.
Em conversa à CNN, Pitaluga citou ainda a negociação para a retomada de uma antiga operação de minério de ferro na região de Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio. Segundo ele, o objetivo é ampliar a carteira de projetos e aproveitar ativos que ficaram sem atividade durante períodos prolongados.
“Hoje nós estamos trabalhando nessa vertente da mineração, com foco em ouro, com foco em minério de ferro e inclusive trabalhando na retomada da MMX Mineração e Metálicos, que é um município minerário entre Pedra Branca e Serra do Navio”, afirmou.
A estratégia representa uma tentativa do estado de diversificar a economia e aproveitar a infraestrutura e a mão de obra já associadas à atividade mineral. A retomada da Amapá Minerals, por exemplo, deve movimentar não apenas a extração, mas também setores de transporte, alimentação, hospedagem e serviços nos municípios envolvidos.
Para o governo, a mineração também pode se beneficiar de um ambiente de negócios mais estruturado, com maior aproximação entre o poder público e investidores.
O movimento ocorre paralelamente à preparação do Amapá para uma nova frente econômica relacionada ao petróleo e gás. A expectativa em torno da Margem Equatorial aumenta a visibilidade do estado e pode ampliar o interesse de investidores por diferentes setores, incluindo mineração, logística, comércio e serviços.
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Fonte: CNN Brasil

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