O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, viajará à China de 31 de março a 2 de abril para uma reunião entre os líderes das duas maiores economias do mundo, uma viagem anunciada no momento em que a Suprema Corte revogou as tarifas impostas por Trump sobre produtos importados.
Uma autoridade da Casa Branca confirmou a viagem na sexta-feira (20), pouco antes de a mais alta corte dos EUA infligir uma derrota dolorosa a Trump ao derrubar muitas das tarifas que ele impôs em uma guerra comercial global, incluindo algumas contra a rival China.
As conversas de Trump com o presidente chinês, Xi Jinping, durante uma longa visita a Pequim devem girar em torno da extensão de uma trégua comercial que impediu ambos os países de aumentar ainda mais as tarifas.
Mas a reversão da Suprema Corte criou novas questões para as tensas relações entre os EUA e a China, que haviam se estabilizado recentemente depois que Trump reduziu as tarifas sobre produtos chineses em troca de medidas de Pequim, incluindo a repressão ao comércio ilícito de fentanil e a suspensão das restrições à exportação de minerais essenciais.
Tarifas de 20% sobre as exportações da China para os EUA foram impostas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, ou IEEPA, que o tribunal decidiu que Trump havia excedido. Essas tarifas estavam ligadas a emergências nacionais relacionadas à distribuição de fentanil e desequilíbrios comerciais.
Outras tarifas sobre produtos chineses, incluindo aquelas implementadas sob autoridades comerciais legisladas conhecidas como Seção 301 e Seção 232, permanecem em vigor.
Não ficou imediatamente claro quantas das tarifas Trump restaurará, mas ele disse em uma coletiva de imprensa que vai impor uma nova tarifa global de 10% por 150 dias e, no sábado, anunciou um aumento de 10% para 15%.
A última viagem de Trump à China, em 2017, foi a mais recente de um presidente dos EUA.
“Vai ser uma viagem e tanto”, disse Trump aos líderes estrangeiros que visitavam Washington na quinta-feira sobre a próxima visita à China. “Temos que fazer a maior exibição que vocês já viram na história da China.”
A embaixada chinesa em Washington se recusou a comentar as datas da viagem, que foram divulgadas pela primeira vez pela Reuters. Pequim não confirmou a viagem.
Fonte: CNN Brasil

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