O mercado brasileiro está repleto de marcas chinesas. Em geral, a receita dos carros é bem parecida. Faróis afilados, linhas mais limpas, rodas com desenho mais fechado. Por dentro, eles têm tela multimídia grande e um painel de instrumentos separado, com tamanho menor. O console central é alto e plano.
Em termos de condução, eles também são bem parecidos. Como a China tem um asfalto muito bem feito, a suspensão tem uma característica mais suave e “molenga”. A topografia do Brasil, contudo, é diferente. Boa parte desses carros chineses não recebe uma tropicalização neste sentido.
Mas há exceções: O BAIC Arcfox T1. O crossover 100% elétrico chegou ao Brasil e a CNN Brasil teve contato com o carro antes mesmo da chegada nas concessionárias. Rodamos com o modelo por alguns quilômetros nas proximidades do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
A suspensão do carro passou por uma tropicalização e foi testada ao longo de 8 mil quilômetros, por quatro meses, em diferentes condições de piso. Assim, a marca ajustou mais de 190 parâmetros na precisão da suspensão.
O resultado parece ter sido bom. A suspensão é mais firme do que a maioria dos carros chineses. É bem calibrada e lembra muito a condução do MG4 Urban — modelo que tem um DNA inglês.
O conforto do carro também surpreende. Na versão Max topo de linha a que tivemos contato, os bancos são elétricos e contam com ventilação, aquecimento e memória. O porta-malas também é elétrico e conta com 459 litros de capacidade. Ao rebater os bancos, o volume chega aos 1.352 l.
Um outro diferencial é o que o BAIC Arcfox T1 ainda tem estepe, mas tem um aro menor (T125/80 R17). Uma reclamação de muitos carros chineses que não contam com esta quinta roda e dependem do kit emergencial.
O sistema ADAS do crossover elétrico também trabalha de maneira bem eficaz. A versão MAX conta com frenagem automática de emergência, assistente de tráfego congestionado, estacionamento automático, piloto automático com Stop & Go e diversos alertas, como os de colisão frontal e saídas de faixa.
Testamos o assistente de manutenção em fixa e o piloto automático, que opera com alto grau de exatidão. Nesta versão Max, as rodas são de liga leve, com aro 18 polegadas.
Com 95 cv de potência e 17,9 kgfm de torque, a resposta do carro é rápida. Apesar de não ter uma potência elevada como outros concorrentes, a saída é rápida e também não sentimos falta de fôlego em ultrapassagens. Para o dia a dia, o desempenho está suficiente. A velocidade máxima é limitada a 140 km/h.
Dados técnicos do BAIC Arcfox T1
A autonomia é de até 283 km pelo Inmetro. Em carregadores rápidos de corrente contínua (DC), a potência chega a 89 kW, permitindo elevar a carga de 30% a 80% em aproximadamente 25 minutos. Já em corrente alternada (AC), a potência máxima é de 6,6 kW, com recarga completa em até oito horas.
Nas dimensões, são 4,33 metros de comprimento, 1,86 m de largura, 1,57 m de altura e 2,77 m de entre-eixos. Entre os equipamentos, há central multimídia de 15,6 polegadas, painel de instrumentos de 8,8 polegadas e câmera panorâmica de 540°, que combina visão de 360° do entorno com visualização de 180° da parte inferior do veículo.
- BAIC Arcfox T1 PRO: R$ 129.900 (preço promocional de lançamento).
- BAIC Arcfox T1 MAX: R$ 139.900.
Fonte: CNN Brasil

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