O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá entregar, nesta terça-feira (20), a autorização para quebra de sigilos bancário e telefônico dele e de familiares.
Uma procuração será destinada tanto ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, quanto ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin.
A estratégia, anunciada durante o debate da Band no último domingo (18), prevê pressionar o adversário Flávio Bolsonaro (PL) a fazer o mesmo.
No PL, aliados do senador tratam a medida como uma isca e defendem que Flávio ignore completamente o discurso do petista.
A campanha do parlamentar pretende focar a reta final no discurso de que o PT representa um modelo falido e evita cair em provocações.
Já o time de Lula tem adotado o tom de “desafio de honestidade” contra Flávio ao propor que o senador apresente a abertura de sigilos.
Em agenda de campanha em Porto Alegre nessa segunda-feira (19), Lula cobrou que Flávio apresente as informações sobre contas bancárias próprias, de empresas e de familiares.
“E por que que eu estou fazendo isso? Porque é preciso de uma vez por toda acabar com a história de ladrão ficar chamando gente honesta de ladrão”, disse.
Interlocutores da campanha ainda definem como será a apresentação da disponibilização dos sigilos de Lula. Há uma discussão sobre atribuir uma procuração ao advogado-geral da União, Jorge Messias, mas o ministro negou à CNN que esteja tocando o assunto.
Fonte: CNN Brasil

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